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Agente Federal Irlando de Moura Régis

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Brasão da PoliciaFederal.jpg
VEJA O VÍDEO: ESQUECIDOS PELA COMISSÃO DA VERDADE

Introdução

No final dos anos sessenta grupos de militantes comunistas das linhas chinesa e cubana, partidários da insurreição armada, organizaram-se para se opor pelas armas ao governo da ditadura e estabelecer no Brasil uma DITADURA COMUNISTA.

Minoritários, por não contarem com a adesão popular e sem efetivos para manterem guerrilha armada contra as Forças Armadas ou policiais, passaram a desenvolver ações limitadas como roubo a bancos, roubo de armas, roubo de autos, detonação de artefatos explosivos nas portas de alguns quartéis e outros crimes parecidos. Mais tarde tentaram sequestrar aviões, não conseguindo. Sequestros de diplomatas estrangeiros foram efetivados com sucesso, pela pouca segurança a serviço desses funcionários.

A ação armada limitada e de pequeno significado revolucionário desses insurretos, chamados de subversivos ou terroristas pelo governo, realizada em agências bancárias, na via pública contra cidadãos ou na porta de quarteis, acabava ferindo ou matando populares, que passaram a ser as vítimas diretas desses crimes, por deterem a posse da “res furtiva” ou por serem meros transeuntes no local.

Sem o apoio popular que engrossasse o número de militantes da “guerrilha” ou a auxiliasse materialmente e a severa repressão exercida pelos militares acabaram por esvazia-la até a completa extinção, na primeira metade dos anos setenta.

As consequências das suas ações, entretanto, materializaram-se nas centenas de vítimas inocentes mortas ou gravemente feridas em todo o Brasil.

Rio de Janeiro - 11/06/70


No dia 11/06/70, o embaixador da Alemanha, Ehrenfried Von Hollebem, saiu da Embaixada, no Rio de Janeiro, para a sua residência. Sentado no banco de trás de sua Mercedes preta, o embaixador tinha como motorista o funcionário Marinho Huttl e o Agente da Polícia Federal Irlando de Moura Régis, sentado no banco da frente e portando um revólver cal.38. Seguindo a Mercedes, como segurança, ia uma Variant com os agentes da Polícia Federal Luiz Antônio Sampaio como motorista e José Banharo da Silva, com uma metralhadora INA.

Tendo ocupado o dispositivo desde antes das 19:00 horas, o "Comando Juarez Guimarães de Brito" executou o seqüestro às 19:55 horas, nas proximidades da residência do embaixador, no cruzamento das ruas Cândido Mendes com a Ladeira do Fialho.

Ao aproximar-se o carro diplomático, Jesus Paredes Soto deu um sinal a José Maurício Gradel que avançou uma "pick up" Willys, abalroando a Mercedes. Incontinente o casal que "namorava" na Escadinha do Fialho, Sônia Eliane Lafóz e José Milton Barbosa, este com uma metralhadora, disparou sua arma contra a Variant da segurança, ferindo Luiz Antônio Sampaio no abdômen e na coxa esquerda e José Banharo da Silva na cabeça. Ao mesmo tempo, Eduardo Coleen Leite "Bacuri", à queima roupa, disparou três tiros de revólver cal.38 em Irlando de Moura Régis, matando-o com um tiro na cabeça.

Herbert Eustáquio de Carvalho, empunhando uma pistola cal.45 arrancou o diplomata da Mercedes e embarcou-o no Opala, dirigido por José Roberto Gonçalves de Rezende.

Participaram, ainda, deste crime hediondo os terroristas Alex Polari Alvarenga e Roberto Chagas da Silva.

Decorridos 33 anos, vemos que neste período as famílias de subversivos, de assaltantes de bancos, de seqüestradores, de assassinos e de terroristas políticos foram indenizadas pelo governo. Até indenizações para "perseguidos políticos" que alcançam o teto máximo da carreira do pretendente, independente de se saber se ele chegaria ou não a este teto. E, vimos subversivos que na época estavam desempregados, serem indenizados em até R$450.000,00.

Enquanto isto, famílias de cidadãos inocentes, atingidos em ações dos "guerrilheiros" como em assaltos a bancos, ou despedaçados por bombas nos atos terroristas, como no atentado ao Aeroporto de Guararapes, em Recife, são totalmente esquecidas. Orlando Lovechio Filho que, em 1968, teve uma perna amputada no atentado a bomba ao consulado americano, em São Paulo, teve seu sonho de ser piloto, destruído e luta até hoje por uma indenização do Estado.

Famílias de seguranças de bancos e embaixadas, de policiais civis e militares, de policiais federais, de militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, mortos e feridos quando em serviço, foram ignoradas pelo governo.

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